Faz o que falo…

O jornalista Marcos Rosetti informa em seu grupo de whatsapp: o governador Paulo Hart criticou o seu então antecessor, Renato Casagrande em 2015 por ter usado recursos dos royalties de petróleo em despesas de custeio, obrigatórias, argumentando que despesas obrigatórias, correntes, não podem ser custeadas por receitas eventuais. Essas devem ser destinadas a investimentos ou a despesas aleatórias, sob pena de estar se incorrendo em gestão temerária. Agora, segundo o jornalista, os números do atual governo mostram receitas de R$ 1.380 milhões auferidas com os royalties sendo que os investimentos com recursos do Tesouro totalizaram R$ 233 milhões, o equivalente a 17% das receitas do petróleo. A suposição, então, é a de que 83% do bolo dos royalties foram destinados a gastos correntes, de custeio.

A nova direção do Sebrae

A mudança na diretoria do Sebrae para o período 2019/2022 movimentou intensamente as 13 entidades que formam o colégio eleitoral da entidade. O governador eleito Renato Casagrande quis valer o critério que se observou com o seu antecessor, Paulo Hartung, que sempre interferiu diretamente na sucessão da organização. Reivindicou a prerrogativa de indicar o superintendente, Pedro Rigo, mas o Governo Federal fez valer os votos das repartições federais e colocou o deputado Carlos Manato como presidente do Conselho. A função de mando, efetiva, é do superintendente que terá como companheiros de diretoria José Eugênio, deslocado do cargo para a função de diretor-técnico, bancado pelo presidente da Federação do Comércio, José Lino Sepulcri, e a Findes fez valer também seus dois votos, bancando Luiz Toniato, como diretor de atendimento.

A observar que Luiz Toniato, como Manato, são antipetistas ferrenhos, ao contrário de Pedro Rigo atualmente declarando-se ex-petista. Qualquer ação, por isso, que represente alguma forma de acomodação de interesses petistas no Sebrae certamente irá provocar distensões.